quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
PARAR O TEMPO?
PARAR O TEMPO?
Por Anisio Saber Filho
Ah... Como eu gostaria de parar o tempo, impedir que o envelhecimento fosse inexorável e de mim não tomasse posse.
Não que eu tenha medo da idade, mas me assusta o ocaso, de partir deste mundo com tantas coisas ainda por fazer, aliás, neste quesito, ando bastante atarefado e também me afastar das pessoas que amo e que admiro, como minha família e meus amigos.
Um dia sei que meu tempo vai se esgotar, tenho consciência disso, mas graças a Deus sem data marcada, pelo menos que seja do meu conhecimento, mas, por garantia, levanto este tema meio angustiante, acho até que egoísta, quando proponho que nosso tempo aqui na terra seja maior do que o normal.
Deus poderia estabelecer um prêmio, como extensão do tempo de vida, há quem só praticasse o bem, a caridade e que tivesse a honestidade como lema em sua vida e exercitasse o amor ao próximo, sem restrição e com toda a intensidade!
Seria uma dádiva de Deus essa prerrogativa divina a quem assim procedesse e, se assim fosse, talvez, os homens se tornassem melhores e, mesmo que seja por interesse, não teria importância, despertariam para a felicidade alheia, aprenderiam a ter compaixão e veriam que essa prática é boa, até mesmo diante de seus próprios olhos e também pensariam muito, antes de terem uma recaída e praticarem o mal contra alguém, porque seus créditos para a extensão de seu tempo de vida aqui na terra, com toda certeza, diminuiriam bastante aos olhos de Deus!
Sei que estou falando por sofismas, formulando ideias que não se concluirão, ou que jamais acontecerão, porque tudo tem seu tempo certo, mas tenho certeza que se assim procedermos, pelo menos quando chegar nosso momento final, podemos conseguir um lugarzinho um pouco melhor no Jardim do Éden, onde nossos espíritos passearão por toda a eternidade!
O ESPÍRITO DE NATAL
O ESPÍRITO ESPÍRITO DE NATAL
Por Anisio Saber Filho
Ah!... Lá se vai o tempo, saudosos tempos, de cidade do interior, sem malícias, sem maldades, onde a pureza das pessoas se fazia sentir nos seus atos e pensamentos, num simples cumprimento ou aceno de cabeça, a representar o respeito pelas pessoas, hoje quase apagados pela selvageria que o desenvolvimento econômico e o progresso vem impondo ao mundo e aos seres humanos, numa velocidade impressionante, quase criminosa, derrubando valores e preceitos, até então, intocáveis pelo homem trabalhador e religioso.
Oh! Senhor de todas as coisas, de todas as formas, de todas as graças, de todas as preces, não deixeis que de ti nos esqueçamos, nem que de ti nos afastemos, mais do que já estamos.
Nos dias atuais, a crença em Deus, para muitos, está distanciada, não por sua vontade própria, mas pela batalha particular que cada um tem que enfrentar no seu dia a dia, onde o emprego não significa status nem segurança alguma, mas uma tênue esperança de quem o possui e que deve mantê-lo a qualquer custo, trabalhando incessante e extenuadamente.
Em tempos passados, principalmente lá pelos meados do século XVIII, os homens cultos e inteligentes, talvez a partir das idéias de Marx, passaram a negar a existência de qualquer realidade supramaterial, admitindo que a matéria como substância única, reduz a realidade ao que é perceptível pelos sentidos e facilmente controlável.
Eles acreditavam que a intelectualidade era incompatível com a fé religiosa e suas palavras tiveram grande influência na Europa, repercutindo em outros continentes, até mesmo no Brasil, onde os intelectuais, com raras exceções, negavam a existência de Deus, abraçando o materialismo proposto por Karl Marx - um grande pensador, que idealizou as linhas do pensamento comunista,principal fonte de inspiração para os objetivos revolucionários de Lenin.
Nietszche, um dos maiores filósofos da Alemanha, seguiu esta mesma linha de pensamento materialista. Ligado por íntima amizade a Wagner, não hesitou em rompê-la quando este voltou ao cristianismo.
Desenvolvendo uma moral decididamente anticristã e atéia, Nietszche exalta a vontade de poder do grande indivíduo (super-homem) e celebra a vida que sempre se renova em eterno retorno, sem ter que prestar contas de seus atos, sem temer o inferno ou preocupar-se com a eternidade.
Acometido de paralisia progressiva, que o levou à loucura, terminou seus dias em um manicômio na Riviera Italiana e, no leito da morte, teria dito: "Se realmente Deus existe, sou o mais miserável dos seres humanos".
Na Índia, entretanto, Mahatma Gandhi, um dos homens mais importantes de nossa história contemporânea, marcou sua trajetória política e religiosa, se contrapondo a qualquer tipo de materialismo e combatendo com todo fervor as conquistas por meio da violência, mesmo que importante fosse para seu país e, como praticante do hinduísmo e da forte pressão que o islamismo exercia, foi um dos líderes espirituais que mais se aproximaram do pensamento Cristão.
E no silêncio destas letras, peço que não deixes que de ti nos esqueçamos, pois o Senhor mesmo disse: "Pedi e receberás; buscai e acharás; porque quem pede recebe, e quem procura acha, e ao que bate, a porta lhe abrirá". E que desta porta, ao abrir-se para receber-nos no Paraíso, emane também as graças da virtude cristã, para que a herança do reino da luz esteja também na terra e seja por todos nós recebidas.
Seria um presente maravilhoso para este início de século. O Natal está se aproximando e mais uma porta se abriu: As portas do terceiro milênio. Os cristãos acreditam em mudanças profundas a partir deste novo momento, numa nova mentalidade para o mundo atual.
Na verdade tudo vem acontecendo com normalidade, pré-estabelecida, desde Adão, passando por Noé, Moisés, Abraão, Jesus Cristo e até mesmo Maomé, todos com missão específica e bem delineada, em cada tempo, em cada profecia.
E Jesus veio nos dar o maior de todos os exemplos: o exemplo da paz, onde o uso da força jamais foi por Ele utilizado ou mesmo aventado e, quando ofendido, dava a outra face sem arrependimentos e na cruz perdoou seus algozes e por onde passou deixou plantada a semente do amor e o seu desprendimento com relação ao poder do dinheiro.
Portanto, é preciso considerar a sua missão. Estes exemplos não podem ser esquecidos nem suas palavras ignoradas. Que mundo maravilhoso será o nosso quando a profecia de Cristo se fizer. Quando todos concluirmos que o dinheiro não pode ter a importância que se dá a ele nos tempos de hoje, nos levando a uma individualidade perigosa, solitária e perversa, mas que na verdade ninguém a deseja.
Então vamos lutar por um mundo melhor, o mundo visto sob a ótica de Jesus Cristo, a nos mostrar o maior de todos os seus presentes: O verdadeiro Espírito de Natal!
domingo, 7 de agosto de 2011
QUE MUNDO É ESTE?...
QUE MUNDO É ESSE?...
Anísio Saber Filho
Às vezes fico pensando, até com certa tristeza, sobre o mundo em que vivemos, esse mundo atual, que se diz moderno e globalizado e sem restrição alguma, cuja palavra parece ter tomado outro significado, que não o da integração em todos os sentidos da existência humana!
Na verdade, o que se vê é a intenção de um grupo de neo-liberais, deitados sobre os privilégios dessa malfadada globalização, espalhados pelos quatro cantos da Terra, usufruindo dessa definição unilateral, dada por eles mesmos, a essa palavra tão abrangente, mas recolhida a uma insignificância econômica, que jamais pretendeu ser globalizante em sua plenitude, como concebeu Marshall McLuhan, quando se referiu à globalização dos meios de comunicação, como fator de integração entre os seres humanos, o que, hoje, é uma realidade, mas que, infelizmente, não viveu o suficiente para confirmar suas teorias.
Como conseqüência, as pessoas perderam a capacidade de compadecerem de seus semelhantes, vítimas dessa modernidade, que nos impele a um consumismo sem precedentes, estimulados, que somos, pelo bombardeio diário a que nos submetem, cujo único objetivo é o de movimentar essa engrenagem capitalista que está levando o mundo à auto-mutilação de seus princípios, onde os ideais dos homens estão sendo substituídos pela necessidade de se ganhar dinheiro, a qualquer custo, como se fosse um alimento imprescindível às nossas reais necessidades de sobrevivência.
“Consuma mais e mais e viva mais e mais”.
Que crueldade com os seres humanos, que não vêem mais o tempo passar, porque a cada dia trabalha mais e mais, para poder atender a tantas demandas consumistas e, sem tempo até mesmo para lembrar-se de sua própria existência, nem sente mais a alegria de viver, e acaba por consumir-se a si mesmo, numa rotina insana, imposta por essa força hercúlea, lamentavelmente, alimentada pelo nosso próprio trabalho, contra a qual não temos como nos defender.
E, com isso, os homens perdem a sua delicadeza, não havendo mais lugar para um gesto de amor ou de carinho, ultrapassados que foram pela brutalidade do mundo atual, onde a desonestidade e a esperteza adquiriram status de pós-graduação e de doutorado, tornando o homem vulnerável a todos os tipos de falcatruas, protagonizadas por aqueles que detêm o poder, seja político ou econômico!
É desalentador, saber que a grande maioria dos homens se descambou para uma individualidade perigosa, para tentar defender-se, e, sem perceber, põe em risco um dos mais nobres sentimentos, que é o da participação e da comunicação entre as pessoas, baseados no respeito mútuo, no amor e na ajuda recíproca, sem interesses que não correspondam ou que possam ferir os limites da moral e da coexistência humana!
Anísio Saber Filho
Às vezes fico pensando, até com certa tristeza, sobre o mundo em que vivemos, esse mundo atual, que se diz moderno e globalizado e sem restrição alguma, cuja palavra parece ter tomado outro significado, que não o da integração em todos os sentidos da existência humana!
Na verdade, o que se vê é a intenção de um grupo de neo-liberais, deitados sobre os privilégios dessa malfadada globalização, espalhados pelos quatro cantos da Terra, usufruindo dessa definição unilateral, dada por eles mesmos, a essa palavra tão abrangente, mas recolhida a uma insignificância econômica, que jamais pretendeu ser globalizante em sua plenitude, como concebeu Marshall McLuhan, quando se referiu à globalização dos meios de comunicação, como fator de integração entre os seres humanos, o que, hoje, é uma realidade, mas que, infelizmente, não viveu o suficiente para confirmar suas teorias.
Como conseqüência, as pessoas perderam a capacidade de compadecerem de seus semelhantes, vítimas dessa modernidade, que nos impele a um consumismo sem precedentes, estimulados, que somos, pelo bombardeio diário a que nos submetem, cujo único objetivo é o de movimentar essa engrenagem capitalista que está levando o mundo à auto-mutilação de seus princípios, onde os ideais dos homens estão sendo substituídos pela necessidade de se ganhar dinheiro, a qualquer custo, como se fosse um alimento imprescindível às nossas reais necessidades de sobrevivência.
“Consuma mais e mais e viva mais e mais”.
Que crueldade com os seres humanos, que não vêem mais o tempo passar, porque a cada dia trabalha mais e mais, para poder atender a tantas demandas consumistas e, sem tempo até mesmo para lembrar-se de sua própria existência, nem sente mais a alegria de viver, e acaba por consumir-se a si mesmo, numa rotina insana, imposta por essa força hercúlea, lamentavelmente, alimentada pelo nosso próprio trabalho, contra a qual não temos como nos defender.
E, com isso, os homens perdem a sua delicadeza, não havendo mais lugar para um gesto de amor ou de carinho, ultrapassados que foram pela brutalidade do mundo atual, onde a desonestidade e a esperteza adquiriram status de pós-graduação e de doutorado, tornando o homem vulnerável a todos os tipos de falcatruas, protagonizadas por aqueles que detêm o poder, seja político ou econômico!
É desalentador, saber que a grande maioria dos homens se descambou para uma individualidade perigosa, para tentar defender-se, e, sem perceber, põe em risco um dos mais nobres sentimentos, que é o da participação e da comunicação entre as pessoas, baseados no respeito mútuo, no amor e na ajuda recíproca, sem interesses que não correspondam ou que possam ferir os limites da moral e da coexistência humana!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
BRASILIA: ARQUITETURA DEZ, MORALIDADE ZERO
Anísio Saber Filho
Uma das mais belas obras arquitetônicas concebidas pelo homem, ou melhor, pelo mais ilustre arquiteto que o mundo moderno conheceu, transpira, por suas entranhas, os mais variados tipos de lama, de todas as cores e matizes e de muitos odores, cada um mais fétido que o outro, produzida em escala nacional e atirada sobre nós, brasileiros, por seus “ilustres” moradores, conspurcando aquilo que foi, um dia, o sonho maior de Juscelino Kubitschek!
Praticam negociatas na mesma proporção com que trocam de camisa e de mulheres, numa vergonhosa e desmedida busca do dinheiro fácil, não importando a sua origem, mesmo que isto cause a desgraça do povo brasileiro e o atraso dos nossos municípios, mas estas questões nunca preocupam nossos políticos, que só pensam em si, e dão a pior denominação possível a essa categoria, maculando uma democracia, que nem acabara de nascer e já padece de males tão incuráveis, causados por essa corja de políticos corruptos e ladrões, onde o patriotismo e a honestidade são simplesmente palavras arcaicas, esquecidas nos velhos dicionários palacianos, cujos significados já não tem sentido algum para eles!
O que mais me estarrece é quando um deputado ou senador é acusado de algum ato ilícito, os demais colegas o acusam com tanta veemência, esbravejando honestidade para os quatro cantos do país, como se fossem o último esteio, a última e definitiva barreira em defesa da moralidade, numa bem urdida, mas mal disfarçada, falácia dos habitantes temporários de Brasília – alguns ficam até que a morte nos livrem deles - numa interpretação digna dos grandes atores, embora, como tal, saibamos, de antemão, que é pura representação para um povo, que só vota porque é obrigado, perdendo seu precioso tempo, num dia de domingo, votando em quem não lhe dá nenhuma credibilidade ou respeito, mas que, em virtude dessa obrigatoriedade, acaba por coonestar o mandato de todos eles. Coisas do Brasil!...
E tem mais, os acusadores de hoje são os acusados de amanhã, por isto a farsa da acusação que jamais será levada a julgamento ou a qualquer tipo de punição, porque todos ou quase todos - gostaria de acreditar em exceção e acho até que existe, em escala ínfima – se defendem mutuamente, advogando em causa própria da acusação de corrupção, instituindo, no Congresso Nacional, uma “Constituição” paralela, para uso próprio, em detrimento dos interesses de nosso país e de todo o povo brasileiro!
A triste constatação a que cheguei e disso não tenho mais dúvidas, é que o padrão moral praticado em Brasília é muito diferente daquele usualmente praticado pela grande maioria dos brasileiros, que se vêem arrolados pela opinião pública internacional, nesse “balaio de gatos”, ou de gatunos, sem nunca terem participado de qualquer ato vergonhoso ou de favorecimento por corrupção e não têm, sequer, a mínima chance de se defenderem,onde grande parte dos meios de comunicação se omite e só se manifesta em defesa dos ricos e poderosos!
Ao contrário de tudo isto, aqueles que se dedicam ao trabalho honesto acabam sofrendo as conseqüências econômicas por se oporem a essas forças contrárias ao primado da honestidade, porque preocupam-se mais com sua dignidade do que com o dinheiro inexplicável e, assim, levam sua vida trabalhando duramente, sem as benesses desses favorecimentos imorais e mais uma vez acabam pagando por isto ao se aposentarem, quando são roubados pelo Governo Federal, que lhes tira o sustento e o direito de saldarem seus compromissos, como se aposentado não pagasse contas!...
Louvo o trabalho do saudoso presidente Juscelino, mas a mudança da capital para o Planalto Central tirou do Congresso Nacional os olhos vigilantes do povo, que, bem ou mal, conseguia inibir a roubalheira que se instalou no país após Brasília, que, por ser tão distante dos nossos principais centros urbanos, dá uma prazerosa imunidade aos ladrões que se apossaram do Brasil e, como já disse anteriormente, às custas de nossos votos!
A salvação do País está em tirar a capital de Brasília, retornando-a para o Rio de Janeiro, de onde nunca deveria ter saído, para que nós, que defendemos, com o rigor das Leis, um Estado de Decência, possamos exercer uma fiscalização ferrenha e cobrar desses caras o patriotismo que nunca tiveram no longínquo Planalto Central e resgatarmos para o Congresso Nacional o padrão moral que há mais de cinquenta anos vem sendo jogado na lama por esses maus brasileiros!!!
Uma das mais belas obras arquitetônicas concebidas pelo homem, ou melhor, pelo mais ilustre arquiteto que o mundo moderno conheceu, transpira, por suas entranhas, os mais variados tipos de lama, de todas as cores e matizes e de muitos odores, cada um mais fétido que o outro, produzida em escala nacional e atirada sobre nós, brasileiros, por seus “ilustres” moradores, conspurcando aquilo que foi, um dia, o sonho maior de Juscelino Kubitschek!
Praticam negociatas na mesma proporção com que trocam de camisa e de mulheres, numa vergonhosa e desmedida busca do dinheiro fácil, não importando a sua origem, mesmo que isto cause a desgraça do povo brasileiro e o atraso dos nossos municípios, mas estas questões nunca preocupam nossos políticos, que só pensam em si, e dão a pior denominação possível a essa categoria, maculando uma democracia, que nem acabara de nascer e já padece de males tão incuráveis, causados por essa corja de políticos corruptos e ladrões, onde o patriotismo e a honestidade são simplesmente palavras arcaicas, esquecidas nos velhos dicionários palacianos, cujos significados já não tem sentido algum para eles!
O que mais me estarrece é quando um deputado ou senador é acusado de algum ato ilícito, os demais colegas o acusam com tanta veemência, esbravejando honestidade para os quatro cantos do país, como se fossem o último esteio, a última e definitiva barreira em defesa da moralidade, numa bem urdida, mas mal disfarçada, falácia dos habitantes temporários de Brasília – alguns ficam até que a morte nos livrem deles - numa interpretação digna dos grandes atores, embora, como tal, saibamos, de antemão, que é pura representação para um povo, que só vota porque é obrigado, perdendo seu precioso tempo, num dia de domingo, votando em quem não lhe dá nenhuma credibilidade ou respeito, mas que, em virtude dessa obrigatoriedade, acaba por coonestar o mandato de todos eles. Coisas do Brasil!...
E tem mais, os acusadores de hoje são os acusados de amanhã, por isto a farsa da acusação que jamais será levada a julgamento ou a qualquer tipo de punição, porque todos ou quase todos - gostaria de acreditar em exceção e acho até que existe, em escala ínfima – se defendem mutuamente, advogando em causa própria da acusação de corrupção, instituindo, no Congresso Nacional, uma “Constituição” paralela, para uso próprio, em detrimento dos interesses de nosso país e de todo o povo brasileiro!
A triste constatação a que cheguei e disso não tenho mais dúvidas, é que o padrão moral praticado em Brasília é muito diferente daquele usualmente praticado pela grande maioria dos brasileiros, que se vêem arrolados pela opinião pública internacional, nesse “balaio de gatos”, ou de gatunos, sem nunca terem participado de qualquer ato vergonhoso ou de favorecimento por corrupção e não têm, sequer, a mínima chance de se defenderem,onde grande parte dos meios de comunicação se omite e só se manifesta em defesa dos ricos e poderosos!
Ao contrário de tudo isto, aqueles que se dedicam ao trabalho honesto acabam sofrendo as conseqüências econômicas por se oporem a essas forças contrárias ao primado da honestidade, porque preocupam-se mais com sua dignidade do que com o dinheiro inexplicável e, assim, levam sua vida trabalhando duramente, sem as benesses desses favorecimentos imorais e mais uma vez acabam pagando por isto ao se aposentarem, quando são roubados pelo Governo Federal, que lhes tira o sustento e o direito de saldarem seus compromissos, como se aposentado não pagasse contas!...
Louvo o trabalho do saudoso presidente Juscelino, mas a mudança da capital para o Planalto Central tirou do Congresso Nacional os olhos vigilantes do povo, que, bem ou mal, conseguia inibir a roubalheira que se instalou no país após Brasília, que, por ser tão distante dos nossos principais centros urbanos, dá uma prazerosa imunidade aos ladrões que se apossaram do Brasil e, como já disse anteriormente, às custas de nossos votos!
A salvação do País está em tirar a capital de Brasília, retornando-a para o Rio de Janeiro, de onde nunca deveria ter saído, para que nós, que defendemos, com o rigor das Leis, um Estado de Decência, possamos exercer uma fiscalização ferrenha e cobrar desses caras o patriotismo que nunca tiveram no longínquo Planalto Central e resgatarmos para o Congresso Nacional o padrão moral que há mais de cinquenta anos vem sendo jogado na lama por esses maus brasileiros!!!
sábado, 13 de novembro de 2010
MINHAVERDADE!
MINHA VERDADE
Anísio Saber Filho
Sou um simples ser humano e estou em busca da verdade – da minha verdade – não necessariamente da verdade absoluta, porque esta não é deste mundo e não tenho a mínima pressa em saber o que me espera naquele plano de minha existência, e sim da minha verdade terrena, com todos os seus pragmatismos e abstrações, erros e acertos, defeitos e virtudes, sem a presunção de estar sendo submetido a qualquer tipo de julgamento, enquanto me é possível usufruir das benesses desta vida maravilhosa – uma concessão especial de Deus, a nós, os seres humanos.
E,apesar das pedras que encontro pelos caminhos, não me sinto infeliz em ter que transpô-las, porque cada pedra que deixo para traz, representa uma vitória pessoal nesta longa estrada da vida e as que não consigo ultrapassar personificam a minha luta diária e não deixo que interfiram em meu bem estar e até as encaro com certa normalidade - fazem parte da existência humana!
Tudo isto representa a história que contamos, onde somos o personagem principal, a protagonizar os bons e os maus momentos que expressam a essência das coisas, como indivíduo, e que se desdobram no relacionamento entre as pessoas das mais diversas vertentes, sejam sociais, intelectuais e religiosas, que pretendo entender como parte de um mundo real que, em síntese, possa interpretar como sendo a minha verdade!...
Nesta busca constante e intensa, minha verdade não se restringe somente a mim e, a cada dia, a cada hora e até mesmo a cada minuto, descubro partes dela nas mínimas coisas, numa conversa informal, que, aparentemente, não tem importância alguma e que acaba por acrescentar ensinamentos que incorporo à minha personalidade, à minha maneira de ser e de viver!
Hoje, por exemplo, uma imensa pedra, assim meio que de repente e sem esperar, foi colocada em meu caminho e a tropeçada foi violenta, como um potente soco, que quase me levou a nocaute, que só não aconteceu porque minha experiência de vida me permitiu levantar a cabeça, olhar para os céus, à procura de uma Sabedoria Maior, que nunca me faltou!
Enxuguei minha testa, a esta altura, escorrendo suor por todos os poros, porque veio de alguém que jamais pude imaginar e perguntei aos meus botões: por quê? E a resposta foi imediata: - Porque alguns seres humanos são assim, vivem colocando armadilhas em nossas vidas, acreditando que, assim, não possamos nos levantar e seus egos se exaltam, escorados em sentimentos desprovidos de nobreza ou movido pela cobiça, num desejo incontido de possuir um bem que não lhes pertence!...
Às vezes, nem tudo são flores para quem pratica atos com tanta desonra e o retorno é rápido e doloroso, muito embora possa surgir daí um grande aprendizado e como um coelho tirado da cartola, superamos as adversidades, com classe e galhardia, glorificadas na decepção daquele que atirou a pedra, que acabou por atingir em cheio o seu orgulho, jogando o elevado conceito que tinha de si mesmo na podridão que ele próprio criou!
Ah! Não sei se estou certo ou errado, mas não posso e não vou negar, que chego a rejubilar-me de contentamento quando vejo as coisas se inverterem e a canalhice se voltar contra seu autor com muito mais vigor, que, desmoralizado perante àquele que queria atingir, não tem a capacidade e a força moral para se defender de tanta estupidez!
Vida que segue, eles que se defendam das próprias pedras e tentem adquirir moral suficiente para saírem do lamaçal em que se meteram, e eu, que ando por outras estradas, vou continuar a trilhar o caminho que delineei para mim na certeza de que, com minha maneira de pensar e de agir, encontrarei a minha verdade nas pessoas que vieram ao mundo para praticar o bem e o amor ao próximo e é com elas que me importo e fazem parte de um universo bem mais grandioso e é nesse universo que pretendo residir até o último de meus dias e, aí sim, poderei partir em busca da minha verdade absoluta!...
Anísio Saber Filho
Sou um simples ser humano e estou em busca da verdade – da minha verdade – não necessariamente da verdade absoluta, porque esta não é deste mundo e não tenho a mínima pressa em saber o que me espera naquele plano de minha existência, e sim da minha verdade terrena, com todos os seus pragmatismos e abstrações, erros e acertos, defeitos e virtudes, sem a presunção de estar sendo submetido a qualquer tipo de julgamento, enquanto me é possível usufruir das benesses desta vida maravilhosa – uma concessão especial de Deus, a nós, os seres humanos.
E,apesar das pedras que encontro pelos caminhos, não me sinto infeliz em ter que transpô-las, porque cada pedra que deixo para traz, representa uma vitória pessoal nesta longa estrada da vida e as que não consigo ultrapassar personificam a minha luta diária e não deixo que interfiram em meu bem estar e até as encaro com certa normalidade - fazem parte da existência humana!
Tudo isto representa a história que contamos, onde somos o personagem principal, a protagonizar os bons e os maus momentos que expressam a essência das coisas, como indivíduo, e que se desdobram no relacionamento entre as pessoas das mais diversas vertentes, sejam sociais, intelectuais e religiosas, que pretendo entender como parte de um mundo real que, em síntese, possa interpretar como sendo a minha verdade!...
Nesta busca constante e intensa, minha verdade não se restringe somente a mim e, a cada dia, a cada hora e até mesmo a cada minuto, descubro partes dela nas mínimas coisas, numa conversa informal, que, aparentemente, não tem importância alguma e que acaba por acrescentar ensinamentos que incorporo à minha personalidade, à minha maneira de ser e de viver!
Hoje, por exemplo, uma imensa pedra, assim meio que de repente e sem esperar, foi colocada em meu caminho e a tropeçada foi violenta, como um potente soco, que quase me levou a nocaute, que só não aconteceu porque minha experiência de vida me permitiu levantar a cabeça, olhar para os céus, à procura de uma Sabedoria Maior, que nunca me faltou!
Enxuguei minha testa, a esta altura, escorrendo suor por todos os poros, porque veio de alguém que jamais pude imaginar e perguntei aos meus botões: por quê? E a resposta foi imediata: - Porque alguns seres humanos são assim, vivem colocando armadilhas em nossas vidas, acreditando que, assim, não possamos nos levantar e seus egos se exaltam, escorados em sentimentos desprovidos de nobreza ou movido pela cobiça, num desejo incontido de possuir um bem que não lhes pertence!...
Às vezes, nem tudo são flores para quem pratica atos com tanta desonra e o retorno é rápido e doloroso, muito embora possa surgir daí um grande aprendizado e como um coelho tirado da cartola, superamos as adversidades, com classe e galhardia, glorificadas na decepção daquele que atirou a pedra, que acabou por atingir em cheio o seu orgulho, jogando o elevado conceito que tinha de si mesmo na podridão que ele próprio criou!
Ah! Não sei se estou certo ou errado, mas não posso e não vou negar, que chego a rejubilar-me de contentamento quando vejo as coisas se inverterem e a canalhice se voltar contra seu autor com muito mais vigor, que, desmoralizado perante àquele que queria atingir, não tem a capacidade e a força moral para se defender de tanta estupidez!
Vida que segue, eles que se defendam das próprias pedras e tentem adquirir moral suficiente para saírem do lamaçal em que se meteram, e eu, que ando por outras estradas, vou continuar a trilhar o caminho que delineei para mim na certeza de que, com minha maneira de pensar e de agir, encontrarei a minha verdade nas pessoas que vieram ao mundo para praticar o bem e o amor ao próximo e é com elas que me importo e fazem parte de um universo bem mais grandioso e é nesse universo que pretendo residir até o último de meus dias e, aí sim, poderei partir em busca da minha verdade absoluta!...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Liberdade.
Liberdade!
Anísio Saber Filho
Desde os tempos mais remotos, os homens vêm lutando por sua liberdade e por seus direitos e a história nos tem mostrado que as conquistas passam por caminhos árduos e difíceis e, por isso mesmo, estimulantes em sua busca.
Liberdade do latim"libertas" de "liber" = livre. Primitivamente, no significado original, o homem livre era o que não se encontrava preso ou na condição de escravo. A partir deste sentido primitivo, o termo se carregou de sentidos, na medida em que assumia novas dimensões, e principalmente no plano social e político, a liberdade passou a significar um estado de ausência de coerção de grupos ou do poder público, dando ao indivíduo o direito de fazer tudo que não esteja contra a lei.
Freedom, libertad, liberté, freiheit, liberty, libertá, liberdade. Em qualquer idioma que se diga ou sinta esta palavra, o sentido é o mesmo, a incansável luta em busca do direito de ir e vir, de sonhar, de acreditar ou não num ser metafísico, de pensar livremente, de galgar passo a passo, século por século, qualquer conquista neste sentido.
E os homens deixaram marcadas para sempre em sua história, frases, monumentos, esculturas, pinturas, como a querer provar para os outros e para si mesmo os inesquecíveis momentos na busca e na conquista da liberdade, pois não se pode consegui-la sem luta, sem derramamento de sangue e sem patriotismo e, por isso mesmo, deve ser sempre comemorada, para jamais ser esquecida.
"La Liberté éclairant le monde" ("A Liberdade iluminando o mundo"): presente da França aos Estados Unidos, em l886, de um gigantesco monumento, em homenagem àquele país por sua luta pela independência, erguido na enseada de New York, hoje mundialmente conhecido como a "Estátua da Liberdade".
Árvores da liberdade, plantadas na França, durante a Revolução de l789, simbolizando a liberdade conquistada e "La liberté guidant le peuple" (A liberdade guiando o povo), um expressivo quadro de Delacroix, de l830, exposto no museu do Louvre, em Paris, consagrando o sentimento do povo francês, em exaltar a liberdade, e mais recentemente, durante a segunda guerra mundial, talvez inspirado em seu passado, lutou com bravura, para mais uma vez libertar o seu país e devolver aos franceses uma França livre.
Medal of Freedom (Medalha da Liberdade), condecoração norte-americana, criada em l945, para recompensar pessoas não pertencentes às forças armadas, que desenvolveram atos de bravura em defesa daquele País.
"Libertas quae sera tamen" ("Liberdade embora que tardia"). Termo retirado de versos de Virgílio: libertas quae sera tamem respexit inertem (a liberdade que, embora tarde, olha o fraco).
Assim, nós, brasileiros, tivemos nossos sentimentos nacionalistas de liberdade, brotados a partir das Minas Gerais, no movimento chamado de Inconfidência Mineira, que culminou com o enforcamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, sendo seu corpo esquartejado e exposto em praça pública em diversas partes do país.
A intenção era a de amedrontar a população, coibindo qualquer sentimento pretensioso de liberdade, mas acabaram criando um sentimento de revolta, abrindo o caminho para nossa independência, até então difícil de ser conquistada, transformando Tiradentes em "Mártir da Independência", culminando num movimento irreversível, consagrado em 7 de setembro de 1822.
Com o fim da segunda guerra mundial a Alemanha derrotada, sofreu mais um terrível golpe, que rasgou suas entranhas: A construção de um muro, dividindo o país em duas Alemanhas, que durante trinta e cinco anos, foi palco das cenas mais dramáticas do pós-guerra, onde o desejo de reverem seus familiares, que moravam em lados opostos, levavam as pessoas a tentarem ultrapassá-lo, mas eram friamente assassinados pelos soldados soviéticos, que não hesitavam em cumprir a ordem de atirar.
Mas alguma lição é preciso ser tirada disto tudo. A desfaçatez de um homem e de seus comandados, com a aquiescência de quase toda uma nação, em querer dominar o mundo e eliminar seres humanos, na intenção de se criar uma raça pura, como se Deuses fossem.
Não poderiam, jamais, ganhar esta guerra, porque isto está na contra mão das Leis de Deus, que criou várias raças dentro de uma mesma espécie, com liberdade de procriarem entre si, sem ofensas ao seu Criador.
Apesar de tudo, a derrubada do muro de Berlim, em l990, representa, hoje, não só para a Alemanha mas para toda a humanidade, um símbolo incontestável da busca do homem por sua liberdade e por seu direito de ir e vir e que nós, os homens, na sua universalidade, iremos à guerra sim, para impedir que ideais como estes, de cabeças tresloucadas, tenham sucesso aqui na Terra.
Anísio Saber Filho
Desde os tempos mais remotos, os homens vêm lutando por sua liberdade e por seus direitos e a história nos tem mostrado que as conquistas passam por caminhos árduos e difíceis e, por isso mesmo, estimulantes em sua busca.
Liberdade do latim"libertas" de "liber" = livre. Primitivamente, no significado original, o homem livre era o que não se encontrava preso ou na condição de escravo. A partir deste sentido primitivo, o termo se carregou de sentidos, na medida em que assumia novas dimensões, e principalmente no plano social e político, a liberdade passou a significar um estado de ausência de coerção de grupos ou do poder público, dando ao indivíduo o direito de fazer tudo que não esteja contra a lei.
Freedom, libertad, liberté, freiheit, liberty, libertá, liberdade. Em qualquer idioma que se diga ou sinta esta palavra, o sentido é o mesmo, a incansável luta em busca do direito de ir e vir, de sonhar, de acreditar ou não num ser metafísico, de pensar livremente, de galgar passo a passo, século por século, qualquer conquista neste sentido.
E os homens deixaram marcadas para sempre em sua história, frases, monumentos, esculturas, pinturas, como a querer provar para os outros e para si mesmo os inesquecíveis momentos na busca e na conquista da liberdade, pois não se pode consegui-la sem luta, sem derramamento de sangue e sem patriotismo e, por isso mesmo, deve ser sempre comemorada, para jamais ser esquecida.
"La Liberté éclairant le monde" ("A Liberdade iluminando o mundo"): presente da França aos Estados Unidos, em l886, de um gigantesco monumento, em homenagem àquele país por sua luta pela independência, erguido na enseada de New York, hoje mundialmente conhecido como a "Estátua da Liberdade".
Árvores da liberdade, plantadas na França, durante a Revolução de l789, simbolizando a liberdade conquistada e "La liberté guidant le peuple" (A liberdade guiando o povo), um expressivo quadro de Delacroix, de l830, exposto no museu do Louvre, em Paris, consagrando o sentimento do povo francês, em exaltar a liberdade, e mais recentemente, durante a segunda guerra mundial, talvez inspirado em seu passado, lutou com bravura, para mais uma vez libertar o seu país e devolver aos franceses uma França livre.
Medal of Freedom (Medalha da Liberdade), condecoração norte-americana, criada em l945, para recompensar pessoas não pertencentes às forças armadas, que desenvolveram atos de bravura em defesa daquele País.
"Libertas quae sera tamen" ("Liberdade embora que tardia"). Termo retirado de versos de Virgílio: libertas quae sera tamem respexit inertem (a liberdade que, embora tarde, olha o fraco).
Assim, nós, brasileiros, tivemos nossos sentimentos nacionalistas de liberdade, brotados a partir das Minas Gerais, no movimento chamado de Inconfidência Mineira, que culminou com o enforcamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, sendo seu corpo esquartejado e exposto em praça pública em diversas partes do país.
A intenção era a de amedrontar a população, coibindo qualquer sentimento pretensioso de liberdade, mas acabaram criando um sentimento de revolta, abrindo o caminho para nossa independência, até então difícil de ser conquistada, transformando Tiradentes em "Mártir da Independência", culminando num movimento irreversível, consagrado em 7 de setembro de 1822.
Com o fim da segunda guerra mundial a Alemanha derrotada, sofreu mais um terrível golpe, que rasgou suas entranhas: A construção de um muro, dividindo o país em duas Alemanhas, que durante trinta e cinco anos, foi palco das cenas mais dramáticas do pós-guerra, onde o desejo de reverem seus familiares, que moravam em lados opostos, levavam as pessoas a tentarem ultrapassá-lo, mas eram friamente assassinados pelos soldados soviéticos, que não hesitavam em cumprir a ordem de atirar.
Mas alguma lição é preciso ser tirada disto tudo. A desfaçatez de um homem e de seus comandados, com a aquiescência de quase toda uma nação, em querer dominar o mundo e eliminar seres humanos, na intenção de se criar uma raça pura, como se Deuses fossem.
Não poderiam, jamais, ganhar esta guerra, porque isto está na contra mão das Leis de Deus, que criou várias raças dentro de uma mesma espécie, com liberdade de procriarem entre si, sem ofensas ao seu Criador.
Apesar de tudo, a derrubada do muro de Berlim, em l990, representa, hoje, não só para a Alemanha mas para toda a humanidade, um símbolo incontestável da busca do homem por sua liberdade e por seu direito de ir e vir e que nós, os homens, na sua universalidade, iremos à guerra sim, para impedir que ideais como estes, de cabeças tresloucadas, tenham sucesso aqui na Terra.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Saudade!...
Por: Anísio Saber Filho
Mais uma semana se passou e com ela mais sete dias de saudade
acrescentados em minha vida. Saudade dos amigos que não vejo há muito
tempo e saudade dos amigos mais recentes e que igual falta me fazem!
Ah!... Saudade dos meus tempos de ginásio e de curtir meus amores platônicos, e foram tantos, e até hoje fazem parte das minhas melhores lembranças, mas sempre ficaram nos limites da minha imaginação.
Como eu sofria, amar à distância, onde a reciprocidade não existia e bastava um simples olhar, trocado furtivamente, para alimentar meus sonhos, eternizados na dolorosa dúvida quanto ao seu significado!...
Saudade dos meus tempos de estudante universitário, às vezes, recuperado nos encontros fortuitos, em datas incertas, mas que se tornam verdadeiramente certas, quanto acontecem e se materializam por aquele abraço longo e apertado, a tentar recuperar o tempo perdido em nossas lutas diárias, a não permitirem que não tenhamos essa espécie de sentimento!
Ás vezes me pergunto: será que os jovens têm saudade ou este
sentimento é próprio de quem, com eu, já tem uma longa estrada
percorrida e, ao olhar para trás, quase não reconhece mais o rosto das
pessoas que ficaram por lá, transformadas, simplesmente, nessa palavra abstrata, a transitar por nossas fantasias e que chamamos de saudade?
São muitos os adjetivos que poderiam definir esse sentimento e todos
eles querem representar os momentos da nossa história de vida, que
podem ser tristes ou alegres, melancólicos ou simplesmente
nostálgicos, mas a palavra saudade é somente um substantivo,
aparentemente fragilizado por esses adjetivos, mas com a força do
poder feminino que a caracteriza, encerra em suas letras toda a
pujança e a fortaleza própria da mulher, que, com sua singeleza, dá a
interpretação perfeita a essa palavra carregada de sentidos!
Nós os homens, tomados por essa força feminina, aprendemos a usar essa palavra com suavidade , principalmente quando nos dirigimos a uma mulher, a quem queremos expressar o desejo do quanto a sua presença nos faz falta!
Hoje “matamos” a saudade mais pelo mundo virtual do que no real, um lamento que registro com veemência e até permito-me lançar mão do texto de uma grande amiga que também não concorda com tanta virtualidade, a quem agradeço por sua preciosa colaboração:
“O mundo virtual ”engana” a saudade, mas no fundo só o contato físico faz com que ela passe. Tem a saudade de quem se foi, que mistura saudade e angústia, uma vez que não há nada que faça ela passar”.
Disse ainda “que os jovens sentem saudade, muitas vezes, até com mais intensidade, devido à falta de experiência e acabam atropelando a ordem dos acontecimentos. Como tudo na vida é aprendizado, nos tornamos mais maduros para lidarmos com sentimentos angustiantes!”.
SAUDADE! s.f. – O que dizem os dicionários: “Recordação, ao mesmo tempo, triste e suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoas queridas; nostalgia; lembranças afetuosas de pessoas ausentes”.
Estava escrevendo esta crônica por partes e não tinha (e ainda não tenho) amínima idéia que final daria a ela, ante a perspectiva de esperar que o tempo e os meus próprios sentimentos, a partir das pessoas por quem tenho muito
afeto e carinho, pudessem definir ou redefinir o significado dessa palavra tão suave que chamamos de Saudade e que tem a primazia de embalar nossos sentimentos e, não sei por que, procura esconder uma sensação íntima, que não pode ser revelada,para ficar restrita aos limites de nossos corações!...
E, assim, vamos caminhando, conhecendo o que seria o nosso destino, a partir de nossas lembranças, porque não nos é dado, escolher o nosso futuro, a confundir nossos pensamentos, mas sem tirar o direito de sonharmos com todas as metáforas possíveis, na tentativa de revivermos o que de melhor a vida nos ofereceu e que hoje restringe-se, somente, a uma pequenina palavra, de tantos significados, chamada Saudade!...
Mais uma semana se passou e com ela mais sete dias de saudade
acrescentados em minha vida. Saudade dos amigos que não vejo há muito
tempo e saudade dos amigos mais recentes e que igual falta me fazem!
Ah!... Saudade dos meus tempos de ginásio e de curtir meus amores platônicos, e foram tantos, e até hoje fazem parte das minhas melhores lembranças, mas sempre ficaram nos limites da minha imaginação.
Como eu sofria, amar à distância, onde a reciprocidade não existia e bastava um simples olhar, trocado furtivamente, para alimentar meus sonhos, eternizados na dolorosa dúvida quanto ao seu significado!...
Saudade dos meus tempos de estudante universitário, às vezes, recuperado nos encontros fortuitos, em datas incertas, mas que se tornam verdadeiramente certas, quanto acontecem e se materializam por aquele abraço longo e apertado, a tentar recuperar o tempo perdido em nossas lutas diárias, a não permitirem que não tenhamos essa espécie de sentimento!
Ás vezes me pergunto: será que os jovens têm saudade ou este
sentimento é próprio de quem, com eu, já tem uma longa estrada
percorrida e, ao olhar para trás, quase não reconhece mais o rosto das
pessoas que ficaram por lá, transformadas, simplesmente, nessa palavra abstrata, a transitar por nossas fantasias e que chamamos de saudade?
São muitos os adjetivos que poderiam definir esse sentimento e todos
eles querem representar os momentos da nossa história de vida, que
podem ser tristes ou alegres, melancólicos ou simplesmente
nostálgicos, mas a palavra saudade é somente um substantivo,
aparentemente fragilizado por esses adjetivos, mas com a força do
poder feminino que a caracteriza, encerra em suas letras toda a
pujança e a fortaleza própria da mulher, que, com sua singeleza, dá a
interpretação perfeita a essa palavra carregada de sentidos!
Nós os homens, tomados por essa força feminina, aprendemos a usar essa palavra com suavidade , principalmente quando nos dirigimos a uma mulher, a quem queremos expressar o desejo do quanto a sua presença nos faz falta!
Hoje “matamos” a saudade mais pelo mundo virtual do que no real, um lamento que registro com veemência e até permito-me lançar mão do texto de uma grande amiga que também não concorda com tanta virtualidade, a quem agradeço por sua preciosa colaboração:
“O mundo virtual ”engana” a saudade, mas no fundo só o contato físico faz com que ela passe. Tem a saudade de quem se foi, que mistura saudade e angústia, uma vez que não há nada que faça ela passar”.
Disse ainda “que os jovens sentem saudade, muitas vezes, até com mais intensidade, devido à falta de experiência e acabam atropelando a ordem dos acontecimentos. Como tudo na vida é aprendizado, nos tornamos mais maduros para lidarmos com sentimentos angustiantes!”.
SAUDADE! s.f. – O que dizem os dicionários: “Recordação, ao mesmo tempo, triste e suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoas queridas; nostalgia; lembranças afetuosas de pessoas ausentes”.
Estava escrevendo esta crônica por partes e não tinha (e ainda não tenho) amínima idéia que final daria a ela, ante a perspectiva de esperar que o tempo e os meus próprios sentimentos, a partir das pessoas por quem tenho muito
afeto e carinho, pudessem definir ou redefinir o significado dessa palavra tão suave que chamamos de Saudade e que tem a primazia de embalar nossos sentimentos e, não sei por que, procura esconder uma sensação íntima, que não pode ser revelada,para ficar restrita aos limites de nossos corações!...
E, assim, vamos caminhando, conhecendo o que seria o nosso destino, a partir de nossas lembranças, porque não nos é dado, escolher o nosso futuro, a confundir nossos pensamentos, mas sem tirar o direito de sonharmos com todas as metáforas possíveis, na tentativa de revivermos o que de melhor a vida nos ofereceu e que hoje restringe-se, somente, a uma pequenina palavra, de tantos significados, chamada Saudade!...
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