MINHA VERDADE
Anísio Saber Filho
Sou um simples ser humano e estou em busca da verdade – da minha verdade – não necessariamente da verdade absoluta, porque esta não é deste mundo e não tenho a mínima pressa em saber o que me espera naquele plano de minha existência, e sim da minha verdade terrena, com todos os seus pragmatismos e abstrações, erros e acertos, defeitos e virtudes, sem a presunção de estar sendo submetido a qualquer tipo de julgamento, enquanto me é possível usufruir das benesses desta vida maravilhosa – uma concessão especial de Deus, a nós, os seres humanos.
E,apesar das pedras que encontro pelos caminhos, não me sinto infeliz em ter que transpô-las, porque cada pedra que deixo para traz, representa uma vitória pessoal nesta longa estrada da vida e as que não consigo ultrapassar personificam a minha luta diária e não deixo que interfiram em meu bem estar e até as encaro com certa normalidade - fazem parte da existência humana!
Tudo isto representa a história que contamos, onde somos o personagem principal, a protagonizar os bons e os maus momentos que expressam a essência das coisas, como indivíduo, e que se desdobram no relacionamento entre as pessoas das mais diversas vertentes, sejam sociais, intelectuais e religiosas, que pretendo entender como parte de um mundo real que, em síntese, possa interpretar como sendo a minha verdade!...
Nesta busca constante e intensa, minha verdade não se restringe somente a mim e, a cada dia, a cada hora e até mesmo a cada minuto, descubro partes dela nas mínimas coisas, numa conversa informal, que, aparentemente, não tem importância alguma e que acaba por acrescentar ensinamentos que incorporo à minha personalidade, à minha maneira de ser e de viver!
Hoje, por exemplo, uma imensa pedra, assim meio que de repente e sem esperar, foi colocada em meu caminho e a tropeçada foi violenta, como um potente soco, que quase me levou a nocaute, que só não aconteceu porque minha experiência de vida me permitiu levantar a cabeça, olhar para os céus, à procura de uma Sabedoria Maior, que nunca me faltou!
Enxuguei minha testa, a esta altura, escorrendo suor por todos os poros, porque veio de alguém que jamais pude imaginar e perguntei aos meus botões: por quê? E a resposta foi imediata: - Porque alguns seres humanos são assim, vivem colocando armadilhas em nossas vidas, acreditando que, assim, não possamos nos levantar e seus egos se exaltam, escorados em sentimentos desprovidos de nobreza ou movido pela cobiça, num desejo incontido de possuir um bem que não lhes pertence!...
Às vezes, nem tudo são flores para quem pratica atos com tanta desonra e o retorno é rápido e doloroso, muito embora possa surgir daí um grande aprendizado e como um coelho tirado da cartola, superamos as adversidades, com classe e galhardia, glorificadas na decepção daquele que atirou a pedra, que acabou por atingir em cheio o seu orgulho, jogando o elevado conceito que tinha de si mesmo na podridão que ele próprio criou!
Ah! Não sei se estou certo ou errado, mas não posso e não vou negar, que chego a rejubilar-me de contentamento quando vejo as coisas se inverterem e a canalhice se voltar contra seu autor com muito mais vigor, que, desmoralizado perante àquele que queria atingir, não tem a capacidade e a força moral para se defender de tanta estupidez!
Vida que segue, eles que se defendam das próprias pedras e tentem adquirir moral suficiente para saírem do lamaçal em que se meteram, e eu, que ando por outras estradas, vou continuar a trilhar o caminho que delineei para mim na certeza de que, com minha maneira de pensar e de agir, encontrarei a minha verdade nas pessoas que vieram ao mundo para praticar o bem e o amor ao próximo e é com elas que me importo e fazem parte de um universo bem mais grandioso e é nesse universo que pretendo residir até o último de meus dias e, aí sim, poderei partir em busca da minha verdade absoluta!...
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Liberdade.
Liberdade!
Anísio Saber Filho
Desde os tempos mais remotos, os homens vêm lutando por sua liberdade e por seus direitos e a história nos tem mostrado que as conquistas passam por caminhos árduos e difíceis e, por isso mesmo, estimulantes em sua busca.
Liberdade do latim"libertas" de "liber" = livre. Primitivamente, no significado original, o homem livre era o que não se encontrava preso ou na condição de escravo. A partir deste sentido primitivo, o termo se carregou de sentidos, na medida em que assumia novas dimensões, e principalmente no plano social e político, a liberdade passou a significar um estado de ausência de coerção de grupos ou do poder público, dando ao indivíduo o direito de fazer tudo que não esteja contra a lei.
Freedom, libertad, liberté, freiheit, liberty, libertá, liberdade. Em qualquer idioma que se diga ou sinta esta palavra, o sentido é o mesmo, a incansável luta em busca do direito de ir e vir, de sonhar, de acreditar ou não num ser metafísico, de pensar livremente, de galgar passo a passo, século por século, qualquer conquista neste sentido.
E os homens deixaram marcadas para sempre em sua história, frases, monumentos, esculturas, pinturas, como a querer provar para os outros e para si mesmo os inesquecíveis momentos na busca e na conquista da liberdade, pois não se pode consegui-la sem luta, sem derramamento de sangue e sem patriotismo e, por isso mesmo, deve ser sempre comemorada, para jamais ser esquecida.
"La Liberté éclairant le monde" ("A Liberdade iluminando o mundo"): presente da França aos Estados Unidos, em l886, de um gigantesco monumento, em homenagem àquele país por sua luta pela independência, erguido na enseada de New York, hoje mundialmente conhecido como a "Estátua da Liberdade".
Árvores da liberdade, plantadas na França, durante a Revolução de l789, simbolizando a liberdade conquistada e "La liberté guidant le peuple" (A liberdade guiando o povo), um expressivo quadro de Delacroix, de l830, exposto no museu do Louvre, em Paris, consagrando o sentimento do povo francês, em exaltar a liberdade, e mais recentemente, durante a segunda guerra mundial, talvez inspirado em seu passado, lutou com bravura, para mais uma vez libertar o seu país e devolver aos franceses uma França livre.
Medal of Freedom (Medalha da Liberdade), condecoração norte-americana, criada em l945, para recompensar pessoas não pertencentes às forças armadas, que desenvolveram atos de bravura em defesa daquele País.
"Libertas quae sera tamen" ("Liberdade embora que tardia"). Termo retirado de versos de Virgílio: libertas quae sera tamem respexit inertem (a liberdade que, embora tarde, olha o fraco).
Assim, nós, brasileiros, tivemos nossos sentimentos nacionalistas de liberdade, brotados a partir das Minas Gerais, no movimento chamado de Inconfidência Mineira, que culminou com o enforcamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, sendo seu corpo esquartejado e exposto em praça pública em diversas partes do país.
A intenção era a de amedrontar a população, coibindo qualquer sentimento pretensioso de liberdade, mas acabaram criando um sentimento de revolta, abrindo o caminho para nossa independência, até então difícil de ser conquistada, transformando Tiradentes em "Mártir da Independência", culminando num movimento irreversível, consagrado em 7 de setembro de 1822.
Com o fim da segunda guerra mundial a Alemanha derrotada, sofreu mais um terrível golpe, que rasgou suas entranhas: A construção de um muro, dividindo o país em duas Alemanhas, que durante trinta e cinco anos, foi palco das cenas mais dramáticas do pós-guerra, onde o desejo de reverem seus familiares, que moravam em lados opostos, levavam as pessoas a tentarem ultrapassá-lo, mas eram friamente assassinados pelos soldados soviéticos, que não hesitavam em cumprir a ordem de atirar.
Mas alguma lição é preciso ser tirada disto tudo. A desfaçatez de um homem e de seus comandados, com a aquiescência de quase toda uma nação, em querer dominar o mundo e eliminar seres humanos, na intenção de se criar uma raça pura, como se Deuses fossem.
Não poderiam, jamais, ganhar esta guerra, porque isto está na contra mão das Leis de Deus, que criou várias raças dentro de uma mesma espécie, com liberdade de procriarem entre si, sem ofensas ao seu Criador.
Apesar de tudo, a derrubada do muro de Berlim, em l990, representa, hoje, não só para a Alemanha mas para toda a humanidade, um símbolo incontestável da busca do homem por sua liberdade e por seu direito de ir e vir e que nós, os homens, na sua universalidade, iremos à guerra sim, para impedir que ideais como estes, de cabeças tresloucadas, tenham sucesso aqui na Terra.
Anísio Saber Filho
Desde os tempos mais remotos, os homens vêm lutando por sua liberdade e por seus direitos e a história nos tem mostrado que as conquistas passam por caminhos árduos e difíceis e, por isso mesmo, estimulantes em sua busca.
Liberdade do latim"libertas" de "liber" = livre. Primitivamente, no significado original, o homem livre era o que não se encontrava preso ou na condição de escravo. A partir deste sentido primitivo, o termo se carregou de sentidos, na medida em que assumia novas dimensões, e principalmente no plano social e político, a liberdade passou a significar um estado de ausência de coerção de grupos ou do poder público, dando ao indivíduo o direito de fazer tudo que não esteja contra a lei.
Freedom, libertad, liberté, freiheit, liberty, libertá, liberdade. Em qualquer idioma que se diga ou sinta esta palavra, o sentido é o mesmo, a incansável luta em busca do direito de ir e vir, de sonhar, de acreditar ou não num ser metafísico, de pensar livremente, de galgar passo a passo, século por século, qualquer conquista neste sentido.
E os homens deixaram marcadas para sempre em sua história, frases, monumentos, esculturas, pinturas, como a querer provar para os outros e para si mesmo os inesquecíveis momentos na busca e na conquista da liberdade, pois não se pode consegui-la sem luta, sem derramamento de sangue e sem patriotismo e, por isso mesmo, deve ser sempre comemorada, para jamais ser esquecida.
"La Liberté éclairant le monde" ("A Liberdade iluminando o mundo"): presente da França aos Estados Unidos, em l886, de um gigantesco monumento, em homenagem àquele país por sua luta pela independência, erguido na enseada de New York, hoje mundialmente conhecido como a "Estátua da Liberdade".
Árvores da liberdade, plantadas na França, durante a Revolução de l789, simbolizando a liberdade conquistada e "La liberté guidant le peuple" (A liberdade guiando o povo), um expressivo quadro de Delacroix, de l830, exposto no museu do Louvre, em Paris, consagrando o sentimento do povo francês, em exaltar a liberdade, e mais recentemente, durante a segunda guerra mundial, talvez inspirado em seu passado, lutou com bravura, para mais uma vez libertar o seu país e devolver aos franceses uma França livre.
Medal of Freedom (Medalha da Liberdade), condecoração norte-americana, criada em l945, para recompensar pessoas não pertencentes às forças armadas, que desenvolveram atos de bravura em defesa daquele País.
"Libertas quae sera tamen" ("Liberdade embora que tardia"). Termo retirado de versos de Virgílio: libertas quae sera tamem respexit inertem (a liberdade que, embora tarde, olha o fraco).
Assim, nós, brasileiros, tivemos nossos sentimentos nacionalistas de liberdade, brotados a partir das Minas Gerais, no movimento chamado de Inconfidência Mineira, que culminou com o enforcamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, sendo seu corpo esquartejado e exposto em praça pública em diversas partes do país.
A intenção era a de amedrontar a população, coibindo qualquer sentimento pretensioso de liberdade, mas acabaram criando um sentimento de revolta, abrindo o caminho para nossa independência, até então difícil de ser conquistada, transformando Tiradentes em "Mártir da Independência", culminando num movimento irreversível, consagrado em 7 de setembro de 1822.
Com o fim da segunda guerra mundial a Alemanha derrotada, sofreu mais um terrível golpe, que rasgou suas entranhas: A construção de um muro, dividindo o país em duas Alemanhas, que durante trinta e cinco anos, foi palco das cenas mais dramáticas do pós-guerra, onde o desejo de reverem seus familiares, que moravam em lados opostos, levavam as pessoas a tentarem ultrapassá-lo, mas eram friamente assassinados pelos soldados soviéticos, que não hesitavam em cumprir a ordem de atirar.
Mas alguma lição é preciso ser tirada disto tudo. A desfaçatez de um homem e de seus comandados, com a aquiescência de quase toda uma nação, em querer dominar o mundo e eliminar seres humanos, na intenção de se criar uma raça pura, como se Deuses fossem.
Não poderiam, jamais, ganhar esta guerra, porque isto está na contra mão das Leis de Deus, que criou várias raças dentro de uma mesma espécie, com liberdade de procriarem entre si, sem ofensas ao seu Criador.
Apesar de tudo, a derrubada do muro de Berlim, em l990, representa, hoje, não só para a Alemanha mas para toda a humanidade, um símbolo incontestável da busca do homem por sua liberdade e por seu direito de ir e vir e que nós, os homens, na sua universalidade, iremos à guerra sim, para impedir que ideais como estes, de cabeças tresloucadas, tenham sucesso aqui na Terra.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Saudade!...
Por: Anísio Saber Filho
Mais uma semana se passou e com ela mais sete dias de saudade
acrescentados em minha vida. Saudade dos amigos que não vejo há muito
tempo e saudade dos amigos mais recentes e que igual falta me fazem!
Ah!... Saudade dos meus tempos de ginásio e de curtir meus amores platônicos, e foram tantos, e até hoje fazem parte das minhas melhores lembranças, mas sempre ficaram nos limites da minha imaginação.
Como eu sofria, amar à distância, onde a reciprocidade não existia e bastava um simples olhar, trocado furtivamente, para alimentar meus sonhos, eternizados na dolorosa dúvida quanto ao seu significado!...
Saudade dos meus tempos de estudante universitário, às vezes, recuperado nos encontros fortuitos, em datas incertas, mas que se tornam verdadeiramente certas, quanto acontecem e se materializam por aquele abraço longo e apertado, a tentar recuperar o tempo perdido em nossas lutas diárias, a não permitirem que não tenhamos essa espécie de sentimento!
Ás vezes me pergunto: será que os jovens têm saudade ou este
sentimento é próprio de quem, com eu, já tem uma longa estrada
percorrida e, ao olhar para trás, quase não reconhece mais o rosto das
pessoas que ficaram por lá, transformadas, simplesmente, nessa palavra abstrata, a transitar por nossas fantasias e que chamamos de saudade?
São muitos os adjetivos que poderiam definir esse sentimento e todos
eles querem representar os momentos da nossa história de vida, que
podem ser tristes ou alegres, melancólicos ou simplesmente
nostálgicos, mas a palavra saudade é somente um substantivo,
aparentemente fragilizado por esses adjetivos, mas com a força do
poder feminino que a caracteriza, encerra em suas letras toda a
pujança e a fortaleza própria da mulher, que, com sua singeleza, dá a
interpretação perfeita a essa palavra carregada de sentidos!
Nós os homens, tomados por essa força feminina, aprendemos a usar essa palavra com suavidade , principalmente quando nos dirigimos a uma mulher, a quem queremos expressar o desejo do quanto a sua presença nos faz falta!
Hoje “matamos” a saudade mais pelo mundo virtual do que no real, um lamento que registro com veemência e até permito-me lançar mão do texto de uma grande amiga que também não concorda com tanta virtualidade, a quem agradeço por sua preciosa colaboração:
“O mundo virtual ”engana” a saudade, mas no fundo só o contato físico faz com que ela passe. Tem a saudade de quem se foi, que mistura saudade e angústia, uma vez que não há nada que faça ela passar”.
Disse ainda “que os jovens sentem saudade, muitas vezes, até com mais intensidade, devido à falta de experiência e acabam atropelando a ordem dos acontecimentos. Como tudo na vida é aprendizado, nos tornamos mais maduros para lidarmos com sentimentos angustiantes!”.
SAUDADE! s.f. – O que dizem os dicionários: “Recordação, ao mesmo tempo, triste e suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoas queridas; nostalgia; lembranças afetuosas de pessoas ausentes”.
Estava escrevendo esta crônica por partes e não tinha (e ainda não tenho) amínima idéia que final daria a ela, ante a perspectiva de esperar que o tempo e os meus próprios sentimentos, a partir das pessoas por quem tenho muito
afeto e carinho, pudessem definir ou redefinir o significado dessa palavra tão suave que chamamos de Saudade e que tem a primazia de embalar nossos sentimentos e, não sei por que, procura esconder uma sensação íntima, que não pode ser revelada,para ficar restrita aos limites de nossos corações!...
E, assim, vamos caminhando, conhecendo o que seria o nosso destino, a partir de nossas lembranças, porque não nos é dado, escolher o nosso futuro, a confundir nossos pensamentos, mas sem tirar o direito de sonharmos com todas as metáforas possíveis, na tentativa de revivermos o que de melhor a vida nos ofereceu e que hoje restringe-se, somente, a uma pequenina palavra, de tantos significados, chamada Saudade!...
Mais uma semana se passou e com ela mais sete dias de saudade
acrescentados em minha vida. Saudade dos amigos que não vejo há muito
tempo e saudade dos amigos mais recentes e que igual falta me fazem!
Ah!... Saudade dos meus tempos de ginásio e de curtir meus amores platônicos, e foram tantos, e até hoje fazem parte das minhas melhores lembranças, mas sempre ficaram nos limites da minha imaginação.
Como eu sofria, amar à distância, onde a reciprocidade não existia e bastava um simples olhar, trocado furtivamente, para alimentar meus sonhos, eternizados na dolorosa dúvida quanto ao seu significado!...
Saudade dos meus tempos de estudante universitário, às vezes, recuperado nos encontros fortuitos, em datas incertas, mas que se tornam verdadeiramente certas, quanto acontecem e se materializam por aquele abraço longo e apertado, a tentar recuperar o tempo perdido em nossas lutas diárias, a não permitirem que não tenhamos essa espécie de sentimento!
Ás vezes me pergunto: será que os jovens têm saudade ou este
sentimento é próprio de quem, com eu, já tem uma longa estrada
percorrida e, ao olhar para trás, quase não reconhece mais o rosto das
pessoas que ficaram por lá, transformadas, simplesmente, nessa palavra abstrata, a transitar por nossas fantasias e que chamamos de saudade?
São muitos os adjetivos que poderiam definir esse sentimento e todos
eles querem representar os momentos da nossa história de vida, que
podem ser tristes ou alegres, melancólicos ou simplesmente
nostálgicos, mas a palavra saudade é somente um substantivo,
aparentemente fragilizado por esses adjetivos, mas com a força do
poder feminino que a caracteriza, encerra em suas letras toda a
pujança e a fortaleza própria da mulher, que, com sua singeleza, dá a
interpretação perfeita a essa palavra carregada de sentidos!
Nós os homens, tomados por essa força feminina, aprendemos a usar essa palavra com suavidade , principalmente quando nos dirigimos a uma mulher, a quem queremos expressar o desejo do quanto a sua presença nos faz falta!
Hoje “matamos” a saudade mais pelo mundo virtual do que no real, um lamento que registro com veemência e até permito-me lançar mão do texto de uma grande amiga que também não concorda com tanta virtualidade, a quem agradeço por sua preciosa colaboração:
“O mundo virtual ”engana” a saudade, mas no fundo só o contato físico faz com que ela passe. Tem a saudade de quem se foi, que mistura saudade e angústia, uma vez que não há nada que faça ela passar”.
Disse ainda “que os jovens sentem saudade, muitas vezes, até com mais intensidade, devido à falta de experiência e acabam atropelando a ordem dos acontecimentos. Como tudo na vida é aprendizado, nos tornamos mais maduros para lidarmos com sentimentos angustiantes!”.
SAUDADE! s.f. – O que dizem os dicionários: “Recordação, ao mesmo tempo, triste e suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoas queridas; nostalgia; lembranças afetuosas de pessoas ausentes”.
Estava escrevendo esta crônica por partes e não tinha (e ainda não tenho) amínima idéia que final daria a ela, ante a perspectiva de esperar que o tempo e os meus próprios sentimentos, a partir das pessoas por quem tenho muito
afeto e carinho, pudessem definir ou redefinir o significado dessa palavra tão suave que chamamos de Saudade e que tem a primazia de embalar nossos sentimentos e, não sei por que, procura esconder uma sensação íntima, que não pode ser revelada,para ficar restrita aos limites de nossos corações!...
E, assim, vamos caminhando, conhecendo o que seria o nosso destino, a partir de nossas lembranças, porque não nos é dado, escolher o nosso futuro, a confundir nossos pensamentos, mas sem tirar o direito de sonharmos com todas as metáforas possíveis, na tentativa de revivermos o que de melhor a vida nos ofereceu e que hoje restringe-se, somente, a uma pequenina palavra, de tantos significados, chamada Saudade!...
sábado, 14 de novembro de 2009
O Escritor: O Apóstolo da palavra escrita
Anísio Saber Filho
O escritor é um ser especial, escolhido por Deus, para dizer aos outros através da palavra escrita algo muito importante, mas que não foi dito, a ele, sobre o quê deveria escrever.
Aí reside o grande mistério e tal qual um alquimista em busca da pedra filosofal, o escritor sai em busca das palavras que julga certas naquele momento, mas que não sabe quais são, até descobri-las e organizá-las, dando-lhes o sentido da lógica, não para transformá-las em ouro, como pretende a alquimia, mas para buscar o significado da mensagem que espera ser aquela que Deus lhe atribuiu.
E neste buscar constante, ele nunca acha que o último livro, sua última poesia, o último conto ou até mesmo a última crônica, eram verdadeiramente a sua grande mensagem, que lhe dessem a sensação do dever cumprido e que seria a sua redenção perante seus leitores.
É maravilhoso se pensar assim e acredito, sinceramente, que o privilégio, negado aos escritores sobre qual seria sua mensagem final e definitiva, os conduz a essa busca constante, sem descanso, e como conseqüência nos presenteiam com palavras de pura sensibilidade e emoção, que compartilham conosco, com prazer e sem egoísmos .
O escritor não escreve para si. Escreve na esperança de que alguém leia seus livros e neste sincretismo, quase religioso, acontece o fenômeno da simbiose, a interação entre ele e o leitor - é a sua realização pessoal. Aí sim, mexem com sua vaidade, seu ego se exalta e lhe dá o combustível necessário para continuar a caminhada em direção do seu “absoluto e definitivo texto”.
A verdade é que o fato de não conhecer, por antecipação, o seu tema absoluto, parece dar ao escritor a oportunidade de viver um pouco mais que as pessoas comuns, uma sabedoria Divina e justa, para quem tem a missão, quase apostólica, de dizer para os outros aquilo que para ele representa a verdade do momento e mesmo que não a tenha vivenciado, sem dúvida alguma, ele a sentiu intensamente.
Tudo faz sentido para os escritores, nada é jogado ao acaso, como se valor algum tivesse. Numa simples caminhada, pela manhã, como quem não quer nada, um escritor descobre, ou redescobre, num simples passeio ou mesmo num fato corriqueiro, um grande tema e o transforma em livro.
E, assim, página por página, de livro em livro o escritor vai renascendo e nos mostrando o seu caminho, trilha por trilha, parte de seu cotidiano ou de sua privilegiada inspiração, transportando para seus leitores, todos os momentos emocionados de suas descobertas, e, como num toque de mágica, transformam palavras esquecidas em mensagens que jamais esqueceremos e que, muitas das vezes, norteiam até mesmo os nossos destinos!
A eles o meu muito obrigado – uma gratidão sincera e comovente – porque a partir deles, fui encaminhado no mundo da literatura e da filosofia, onde alcancei o conhecimento que tenho das coisas e da vida – passada, presente e uma visão pragmática do que nos espera o futuro - e se não cheguei à intelectualidade, ao conhecimento pleno da existência humana, a culpa foi exclusivamente minha!...
O escritor é um ser especial, escolhido por Deus, para dizer aos outros através da palavra escrita algo muito importante, mas que não foi dito, a ele, sobre o quê deveria escrever.
Aí reside o grande mistério e tal qual um alquimista em busca da pedra filosofal, o escritor sai em busca das palavras que julga certas naquele momento, mas que não sabe quais são, até descobri-las e organizá-las, dando-lhes o sentido da lógica, não para transformá-las em ouro, como pretende a alquimia, mas para buscar o significado da mensagem que espera ser aquela que Deus lhe atribuiu.
E neste buscar constante, ele nunca acha que o último livro, sua última poesia, o último conto ou até mesmo a última crônica, eram verdadeiramente a sua grande mensagem, que lhe dessem a sensação do dever cumprido e que seria a sua redenção perante seus leitores.
É maravilhoso se pensar assim e acredito, sinceramente, que o privilégio, negado aos escritores sobre qual seria sua mensagem final e definitiva, os conduz a essa busca constante, sem descanso, e como conseqüência nos presenteiam com palavras de pura sensibilidade e emoção, que compartilham conosco, com prazer e sem egoísmos .
O escritor não escreve para si. Escreve na esperança de que alguém leia seus livros e neste sincretismo, quase religioso, acontece o fenômeno da simbiose, a interação entre ele e o leitor - é a sua realização pessoal. Aí sim, mexem com sua vaidade, seu ego se exalta e lhe dá o combustível necessário para continuar a caminhada em direção do seu “absoluto e definitivo texto”.
A verdade é que o fato de não conhecer, por antecipação, o seu tema absoluto, parece dar ao escritor a oportunidade de viver um pouco mais que as pessoas comuns, uma sabedoria Divina e justa, para quem tem a missão, quase apostólica, de dizer para os outros aquilo que para ele representa a verdade do momento e mesmo que não a tenha vivenciado, sem dúvida alguma, ele a sentiu intensamente.
Tudo faz sentido para os escritores, nada é jogado ao acaso, como se valor algum tivesse. Numa simples caminhada, pela manhã, como quem não quer nada, um escritor descobre, ou redescobre, num simples passeio ou mesmo num fato corriqueiro, um grande tema e o transforma em livro.
E, assim, página por página, de livro em livro o escritor vai renascendo e nos mostrando o seu caminho, trilha por trilha, parte de seu cotidiano ou de sua privilegiada inspiração, transportando para seus leitores, todos os momentos emocionados de suas descobertas, e, como num toque de mágica, transformam palavras esquecidas em mensagens que jamais esqueceremos e que, muitas das vezes, norteiam até mesmo os nossos destinos!
A eles o meu muito obrigado – uma gratidão sincera e comovente – porque a partir deles, fui encaminhado no mundo da literatura e da filosofia, onde alcancei o conhecimento que tenho das coisas e da vida – passada, presente e uma visão pragmática do que nos espera o futuro - e se não cheguei à intelectualidade, ao conhecimento pleno da existência humana, a culpa foi exclusivamente minha!...
domingo, 25 de outubro de 2009
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!.......... OLIMPÍADAS!...
Anísio Saber Filho
O Rio é Olímpico!!!!! Vivaaaaaa!!!! Hein? O que? Xiiii! E agora?... É isso aí! A nossa cidade conquistou o direito de sediar as Olimpíadas de 2016!
Estou embasbacado, meio perdido em meio a essa euforia toda, porque ainda não sei se ganhamos alguma coisa ou se vamos perder muito, do pouco que jamais tivemos?
Até hoje, nestes quinhentos anos de Brasil, de legado mesmo, só a nossa Bandeira, que é lindíssima e o Hino Brasileiro, que arrepia nossos póros quando o cantamos, não pelo país que somos, mas pelo país que poderíamos ser!...
Até agora tudo que nos é oferecido nestes tempos modernos, além dos impostos altíssimos e das multas abusivas; das promessas que não cumprem; do descaso na saúde pública, adoecida e mal cuidada; nos buracos das ruas, a nos engolir, em suas crateras esfomeadas por um IPVA que não tem sentido e que nos achaca sem vergonha alguma! É só o que podemos esperar desse poder público?
Como sobremesa nos dão ainda uma cidade regada pelas balas perdidas que, delas, muitos não conseguiram escapar e que continuam, impunemente, a cruzarem os céus desta cidade, cada vez menos maravilhosa!
Ah!... Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, que ilude o nosso imaginário com sua exuberante beleza, a corromper-se, a si mesma, como se estivesse punindo a Deus por tão bela criação, porque teve a ousadia de reunir, em um único lugar, tudo que é exageradamente lindo – uma generosidade sem limites, concebida numa conjugação perfeita com suas formas arquitetônicas, em plena harmonia com a natureza!
Bilhões, muitos bilhões de reais serão direcionados para o Rio de Janeiro, uma preocupação a mais para nós, cariocas e brasileiros, porque conhecemos nossos políticos, com suas gargantas enormes e insaciáveis, preparadas para abocanhar grande parte desse dinheiro, a qualquer custo.
Precisamos criar meios e mecanismos para exercermos uma fiscalização rigorosa sobre tudo que fizerem e exigirmos do governo, em seus três níveis, uma transparência sobre todas as licitações e o custo de cada projeto, porque a nossa cidade precisa e merece que toda a verba destinada às obras seja investida integralmente em beneficio da cidade do Rio de Janeiro.
Vamos estar de olho e conclamar toda a população do Rio de Janeiro para acompanhar tudo de perto e conhecermos todos os projetos das obras a serem realizadas e que foram apresentadas ao Comitê Olímpico Internacional, enquanto candidata a sediar as Olimpíadas de 2016.
Precisamos aprender a fiscalizar nossos governantes e ensinar a eles o significado da palavra honestidade, praticada por muito poucos nesse ramo de atividade!...
Os meios de comunicação terão um papel importante, na fiscalização das verbas, até mesmo, para denunciar a mudança de algum projeto, em prejuízo do projeto original, sob alegações pouco esclarecedoras e, certamente, poucos honestas!
Eu, pessoalmente, torci para o Rio de Janeiro conseguir sediar as Olimpíadas, na esperança de que olhem para a nossa cidade e digam: Vamos completar essa obra maravilhosa de Deus, dando a esse povo uma cidade decente, com transporte para todos, VLT’s como o prometido, com hospitais funcionando com dignidade e livrar a cidade dessa violência sem limites, que assusta a todos nós, a quererem dizer, a toda hora, sob olhos dos nossos governantes:
TODO O PODER EMANA DO MORRO E EM SEU NOME SERÁ EXERCIDO!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nazismo: A lição que não foi aprendida.
Anísio Saber Filho
Deus, ao criar o mundo, criou várias raças
dentro da mesma espécie, com liberdade de procriarem-se,
entre si, sem ofensas ao seu criador.
Se tivesse eu nascido na Áustria, feito carreira política na Alemanha ou qualquer outra hipótese possível, afirmo, com toda a minha convicção terceiro-mundista, que jamais passaria pela minha cabeça, buscar a homogeneização da raça humana, promovendo leilões públicos para se descobrir como se mata mais pessoas em menos tempo, mesmo porque, se assim o fizesse, com toda certeza a ela não sobreviveria, já que meu biotipo contraria as leis que qualquer beleza estética exige! O que dizer então dos rígidos padrões arianos de Hitler - Mas é claro, não é esta a minha preocupação.
O problema é de consciência mesmo; de vontade de ver o mundo cada vez mais heterogêneo, com diferentes raças se desenvolvendo, pensando igual em suas diferenças já que os objetivos são comuns e é assim que tem que ser!
No momento, estou pensando em português, mas poderia ser em qualquer outra língua, em dialeto ou até mesmo como um sul-africano (negro) que não estaria preocupado com as diferenças de raça ou de credo. Preocupa-me sim as diferenças morais, o direito à vida e à liberdade.
Estas sim são razões que justificam até mesmo o uso da força para defendê-las, até porque, Deus, ao criar o mundo, criou várias raças dentro da mesma espécie, com liberdade de procriarem-se, entre si, sem ofensas ao seu Criador.
Ocorreu-me a idéia de escrever sobre este tema, não porque me sinta atraído por ele e acredito até que todos gostariam é de esquecê-lo. Mas o estarrecimento de que fui acometido, há algum tempo atrás, ao tomar conhecimento, pelos jornais, da formação do partido nazista na Argentina, com requintes de fanatismo e de obsessão política, com o objetivo de tomar o poder naquele País e de exterminar todos os judeus do mundo, envergonha a América do Sul e principalmente a nós brasileiros, que vivemos numa sociedade pluralista, miscigenada e livre.
Sessenta anos se passaram e a maioria das pessoas que vivenciaram de perto ou à distância aquele momento e até mesmo as gerações que vieram depois, sabem que não se procurava defender nada, havia somente um desejo incontido de matar judeus, desarmados.
Que idealismo poderia haver em querer exterminar uma raça? Julgavam-se Deuses, mas eram meros assassinos, cruéis e covardes!
É verdade, sessenta anos se passaram! Apesar de tudo, alguns ventos malfazejos sopram as brasas apagadas do nazismo e ainda conseguem avivar algumas fagulhas aqui pela América do Sul, fagulhas estas, que me queimaram mais hoje do que quando tomei conhecimento através da história.
É lamentável! Justamente nós, sul-americanos, que somos por índole, contra qualquer tipo de discriminação, sermos obrigados a relembrar esta página que deveria ser arrancada da história!
Mas ressurge. Ressurge, quando todos sabemos, inclusive e principalmente os Argentinos, que tiveram a macular seu solo, as botas de um dos maiores algozes nazistas de Hitler: Adolf Heichemann.
Hitler, Para redimir-se, não perante a humanidade, mas perante a si mesmo, preferiu matar-se. É muito pouco para um homem com este terrível passado, ele não tinha esse direito. Teria de ser julgado pelo Tribunal de Nuremberg, da mesma maneira que seus comandados.
Foi covarde e egoísta. Quis ele mesmo julgar-se e, culpado, foi por ele mesmo executado.
Mas o que me leva mesmo à incredulidade, é saber que um povo, com a inteligência dos alemães, tenha seguido cegamente a um homem estúpido como Hitler, que não teve, sequer, coragem e dignidade de submeter-se a um julgamento justo e, assim, poder provar que seus atos estavam certos.
Não deu a mínima para os alemães, que nele depositaram os destinos de seu País, que acabou dividido numa partilha humilhante para a Alemanha, pelo chamado “Muro de Berlim” e que simbolizou, durante décadas, o fracasso de Hitler e daqueles que nele acreditaram!
Adendo, a posteriori: (alguns anos depois)
Como se não bastasse a imbecilidade de alguns argentinos, agora somos obrigados a reviver esse pesadelo, por causa de uns poucos brasileiros de pouca ou nenhuma informação que teimam em desconhecer a triste história do holocausto, querendo implantar um movimento racista e discriminatório em nosso país, incentivando o anti-semitismo e a violência, bem como promover a apologia da guerra.
Deveriam, isto sim, tentar salvá-lo das desigualdades sociais, perpetuadas por nossos governantes, e não se igualarem a eles ou até mesmo tentar superá-los em seus desmandos e desatinos, mostrando para o povo brasileiro um falso ideal de nacionalismo, muito diferente daquele que os verdadeiros brasileiros desejam para esta maravilhosa nação, chamada Brasil!
Deus, ao criar o mundo, criou várias raças
dentro da mesma espécie, com liberdade de procriarem-se,
entre si, sem ofensas ao seu criador.
Se tivesse eu nascido na Áustria, feito carreira política na Alemanha ou qualquer outra hipótese possível, afirmo, com toda a minha convicção terceiro-mundista, que jamais passaria pela minha cabeça, buscar a homogeneização da raça humana, promovendo leilões públicos para se descobrir como se mata mais pessoas em menos tempo, mesmo porque, se assim o fizesse, com toda certeza a ela não sobreviveria, já que meu biotipo contraria as leis que qualquer beleza estética exige! O que dizer então dos rígidos padrões arianos de Hitler - Mas é claro, não é esta a minha preocupação.
O problema é de consciência mesmo; de vontade de ver o mundo cada vez mais heterogêneo, com diferentes raças se desenvolvendo, pensando igual em suas diferenças já que os objetivos são comuns e é assim que tem que ser!
No momento, estou pensando em português, mas poderia ser em qualquer outra língua, em dialeto ou até mesmo como um sul-africano (negro) que não estaria preocupado com as diferenças de raça ou de credo. Preocupa-me sim as diferenças morais, o direito à vida e à liberdade.
Estas sim são razões que justificam até mesmo o uso da força para defendê-las, até porque, Deus, ao criar o mundo, criou várias raças dentro da mesma espécie, com liberdade de procriarem-se, entre si, sem ofensas ao seu Criador.
Ocorreu-me a idéia de escrever sobre este tema, não porque me sinta atraído por ele e acredito até que todos gostariam é de esquecê-lo. Mas o estarrecimento de que fui acometido, há algum tempo atrás, ao tomar conhecimento, pelos jornais, da formação do partido nazista na Argentina, com requintes de fanatismo e de obsessão política, com o objetivo de tomar o poder naquele País e de exterminar todos os judeus do mundo, envergonha a América do Sul e principalmente a nós brasileiros, que vivemos numa sociedade pluralista, miscigenada e livre.
Sessenta anos se passaram e a maioria das pessoas que vivenciaram de perto ou à distância aquele momento e até mesmo as gerações que vieram depois, sabem que não se procurava defender nada, havia somente um desejo incontido de matar judeus, desarmados.
Que idealismo poderia haver em querer exterminar uma raça? Julgavam-se Deuses, mas eram meros assassinos, cruéis e covardes!
É verdade, sessenta anos se passaram! Apesar de tudo, alguns ventos malfazejos sopram as brasas apagadas do nazismo e ainda conseguem avivar algumas fagulhas aqui pela América do Sul, fagulhas estas, que me queimaram mais hoje do que quando tomei conhecimento através da história.
É lamentável! Justamente nós, sul-americanos, que somos por índole, contra qualquer tipo de discriminação, sermos obrigados a relembrar esta página que deveria ser arrancada da história!
Mas ressurge. Ressurge, quando todos sabemos, inclusive e principalmente os Argentinos, que tiveram a macular seu solo, as botas de um dos maiores algozes nazistas de Hitler: Adolf Heichemann.
Hitler, Para redimir-se, não perante a humanidade, mas perante a si mesmo, preferiu matar-se. É muito pouco para um homem com este terrível passado, ele não tinha esse direito. Teria de ser julgado pelo Tribunal de Nuremberg, da mesma maneira que seus comandados.
Foi covarde e egoísta. Quis ele mesmo julgar-se e, culpado, foi por ele mesmo executado.
Mas o que me leva mesmo à incredulidade, é saber que um povo, com a inteligência dos alemães, tenha seguido cegamente a um homem estúpido como Hitler, que não teve, sequer, coragem e dignidade de submeter-se a um julgamento justo e, assim, poder provar que seus atos estavam certos.
Não deu a mínima para os alemães, que nele depositaram os destinos de seu País, que acabou dividido numa partilha humilhante para a Alemanha, pelo chamado “Muro de Berlim” e que simbolizou, durante décadas, o fracasso de Hitler e daqueles que nele acreditaram!
Adendo, a posteriori: (alguns anos depois)
Como se não bastasse a imbecilidade de alguns argentinos, agora somos obrigados a reviver esse pesadelo, por causa de uns poucos brasileiros de pouca ou nenhuma informação que teimam em desconhecer a triste história do holocausto, querendo implantar um movimento racista e discriminatório em nosso país, incentivando o anti-semitismo e a violência, bem como promover a apologia da guerra.
Deveriam, isto sim, tentar salvá-lo das desigualdades sociais, perpetuadas por nossos governantes, e não se igualarem a eles ou até mesmo tentar superá-los em seus desmandos e desatinos, mostrando para o povo brasileiro um falso ideal de nacionalismo, muito diferente daquele que os verdadeiros brasileiros desejam para esta maravilhosa nação, chamada Brasil!
sábado, 10 de outubro de 2009
Livros Grossos
Anísio Saber Filho
Ler é um hábito muito gostoso e deve ser cultivado com bastante freqüência, mas me causa arrepios quando tenho ímpetos de ler algum livro de mais de duzentos e cinqüenta páginas e, agora, contrariando minha própria natureza, estou lendo um de mais de quinhentas páginas, que desloca uma massa corpórea de quase um quilograma, e eu a carregá-lo pra lá e pra cá, exigindo de mim um esforço físico próprio dos vikings e não de quem está interessado em acrescentar algo em favor de seu intelecto, além do mais, tornam-se chatos e cansativos diante daquelas páginas intermináveis, nos abarrotando com mesmices que poderiam ser eliminadas e torná-lo mais ágil e mais agradável ao bem estar dos pobres leitores.
O livro que estou lendo é o que está na moda, é o mais comentado e controvertido do momento e para falar sobre ele, discordar ou não do texto, preciso saber o que o autor Dan Brown diz em seu famigerado livro: ”O Código da Vinci”.
A verdade é que já estou lendo há algum tempo, porém insisto na tese sobre o tamanho do livro e seu peso, arrochado em suas quinhentas e tantas páginas e nós, em pleno Terceiro Milênio, onde nossas vidas (nada é mais absurdo do que isto) não cabem mais na exigüidade de um dia de vinte e quatro horas, a ocuparem as únicas horas livres que duramente conquistamos para usufruir de um assunto que parece revelar mais a megalomania do escritor do que, propriamente, a nobre missão de manter todo o seu contexto no mesmo nível das primeiras duzentas e cinqüenta páginas.
É isso aí, duzentas e cinqüenta páginas, a quantidade ideal para um livro que se pretende leve e ágil, com espaço suficiente para qualquer escritor colocar suas idéias em pratica, com princípio, meio e fim, sem aquelas repetições chatérrimas, algumas sem sentido algum, sem encher o saco dos outros, com tantas baboseiras como se vê por aí e que predispõe o leitor ao desânimo de gastar horas que nunca terminarão, para chegar à última página, numa torturante rotina, a que se impôs, na intenção de chegar ao fim do livro, muitas das vezes, com a frustrante sensação de já conhecer o seu final, porque já o lera antes, lá pelas cercanias das duzentas e cinqüenta páginas!...
Hoje, finalmente, terminei a longa e, às vezes, maçante e cansativa leitura do livro “Ö Código da Vinci” e, sinceramente, me agradou mais como romance policial, do que a explícita e indisfarçável intenção de atingir a Igreja Católica, posição assumida em todo o texto pelo autor que, acredito eu, por ter, ele, nascido em um país de maioria não católica, deve ter lá as suas razões, pouco convincentes, em minha opinião, nesta tentativa frustrada de desmoralizar a Igreja e ferir seus fiéis em sua fé, tornando mentirosos todos os seus dogmas e sacramentos.
É, e sempre foi assim, e os católicos vêm resistindo, pacificamente, a este tiroteio que vem de todas as partes, protagonizados por autores de livros, por cineastas, por pintores e artistas plásticos em geral, não comprometidos com os princípios que regem a teologia cristã, talvez motivados por seus constantes fracassos, partem em busca de temas que provocam traumas ou discussões em todo o mundo, principalmente os religiosos, ganhando notoriedade e fazendo fortuna, metendo o pau na Igreja Católica, baseados em conjecturas contemporâneas ou até mesmo antigas, como é o caso do quadro Mona Lisa, pintado por Da Vinci, por volta de 1503 e que serviu de inspiração para o escritor Dan Brown, especular ou tentar desmentir uma história de mais de dois mil anos.
Eu, particularmente, não sofri nenhum abalo quanto às minhas convicções religiosas e minha fé continua intacta e não seria a partir desse livro, tão contemporâneo quanto suas idéias, que iriam modificar meu estado de espírito, porque não prova coisa alguma, principalmente porque Leonardo, por ser homossexual, deve ter sido muito combatido pelos religiosos da época, daí sua particular intenção de macular a Igreja que tanto o combateu!
E quanto à acusação de que Constantino, no ano de 395, alterou a Sagrada Escritura, modificando a trajetória de vida de Madalena, na pretensão de tirar o poder que a mulher tinha sobre a Igreja, a própria história desmente esta versão, uma vez que N. S. Senhora - mãe de Jesus - é tão cultuada e respeitada pelos católicos quanto seu filho e venerada no mesmo plano espiritual e religioso de Jesus Cristo, que, após ter ressuscitado e deixar o mundo terrestre em definitivo, deixou com sua mãe a responsabilidade de cuidar e de propagar seus ensinamentos.
Como já disse anteriormente, achei um bom livro policial, mas para meu gosto absoluto e insofismável, gostaria que os nomes dos personagens fossem outros, que não os nomes bíblicos, devendo o autor, ater-se, tão somente, ao tema, sem os objetivos mórbidos que o moveram, mas se assim o fizesse, acredito eu, correria o risco de não ter a mesma repercussão, e a fortuna de Dan Brown, com toda certeza, seria infinitamente menor do que é hoje!...
Os assuntos religiosos são considerados um tabu para a grande maioria das pessoas e por isso atraem a atenção e a curiosidade do mundo inteiro, e por serem bastante complexos, muitas vezes são tratados de maneira leviana e
irresponsável por um autor qualquer, como se fosse o décimo terceiro apóstolo de Cristo, prerrogando-se o direito de alterar o que está escrito há milênios.Como se pode notar, este é um assunto intocável para a humanidade e para os católicos então, nem se fala, que seguem a doutrina da Igreja, onde a fé está acima da razão - condição primordial para se chegar à salvação e ao Paraíso!
Ler é um hábito muito gostoso e deve ser cultivado com bastante freqüência, mas me causa arrepios quando tenho ímpetos de ler algum livro de mais de duzentos e cinqüenta páginas e, agora, contrariando minha própria natureza, estou lendo um de mais de quinhentas páginas, que desloca uma massa corpórea de quase um quilograma, e eu a carregá-lo pra lá e pra cá, exigindo de mim um esforço físico próprio dos vikings e não de quem está interessado em acrescentar algo em favor de seu intelecto, além do mais, tornam-se chatos e cansativos diante daquelas páginas intermináveis, nos abarrotando com mesmices que poderiam ser eliminadas e torná-lo mais ágil e mais agradável ao bem estar dos pobres leitores.
O livro que estou lendo é o que está na moda, é o mais comentado e controvertido do momento e para falar sobre ele, discordar ou não do texto, preciso saber o que o autor Dan Brown diz em seu famigerado livro: ”O Código da Vinci”.
A verdade é que já estou lendo há algum tempo, porém insisto na tese sobre o tamanho do livro e seu peso, arrochado em suas quinhentas e tantas páginas e nós, em pleno Terceiro Milênio, onde nossas vidas (nada é mais absurdo do que isto) não cabem mais na exigüidade de um dia de vinte e quatro horas, a ocuparem as únicas horas livres que duramente conquistamos para usufruir de um assunto que parece revelar mais a megalomania do escritor do que, propriamente, a nobre missão de manter todo o seu contexto no mesmo nível das primeiras duzentas e cinqüenta páginas.
É isso aí, duzentas e cinqüenta páginas, a quantidade ideal para um livro que se pretende leve e ágil, com espaço suficiente para qualquer escritor colocar suas idéias em pratica, com princípio, meio e fim, sem aquelas repetições chatérrimas, algumas sem sentido algum, sem encher o saco dos outros, com tantas baboseiras como se vê por aí e que predispõe o leitor ao desânimo de gastar horas que nunca terminarão, para chegar à última página, numa torturante rotina, a que se impôs, na intenção de chegar ao fim do livro, muitas das vezes, com a frustrante sensação de já conhecer o seu final, porque já o lera antes, lá pelas cercanias das duzentas e cinqüenta páginas!...
Hoje, finalmente, terminei a longa e, às vezes, maçante e cansativa leitura do livro “Ö Código da Vinci” e, sinceramente, me agradou mais como romance policial, do que a explícita e indisfarçável intenção de atingir a Igreja Católica, posição assumida em todo o texto pelo autor que, acredito eu, por ter, ele, nascido em um país de maioria não católica, deve ter lá as suas razões, pouco convincentes, em minha opinião, nesta tentativa frustrada de desmoralizar a Igreja e ferir seus fiéis em sua fé, tornando mentirosos todos os seus dogmas e sacramentos.
É, e sempre foi assim, e os católicos vêm resistindo, pacificamente, a este tiroteio que vem de todas as partes, protagonizados por autores de livros, por cineastas, por pintores e artistas plásticos em geral, não comprometidos com os princípios que regem a teologia cristã, talvez motivados por seus constantes fracassos, partem em busca de temas que provocam traumas ou discussões em todo o mundo, principalmente os religiosos, ganhando notoriedade e fazendo fortuna, metendo o pau na Igreja Católica, baseados em conjecturas contemporâneas ou até mesmo antigas, como é o caso do quadro Mona Lisa, pintado por Da Vinci, por volta de 1503 e que serviu de inspiração para o escritor Dan Brown, especular ou tentar desmentir uma história de mais de dois mil anos.
Eu, particularmente, não sofri nenhum abalo quanto às minhas convicções religiosas e minha fé continua intacta e não seria a partir desse livro, tão contemporâneo quanto suas idéias, que iriam modificar meu estado de espírito, porque não prova coisa alguma, principalmente porque Leonardo, por ser homossexual, deve ter sido muito combatido pelos religiosos da época, daí sua particular intenção de macular a Igreja que tanto o combateu!
E quanto à acusação de que Constantino, no ano de 395, alterou a Sagrada Escritura, modificando a trajetória de vida de Madalena, na pretensão de tirar o poder que a mulher tinha sobre a Igreja, a própria história desmente esta versão, uma vez que N. S. Senhora - mãe de Jesus - é tão cultuada e respeitada pelos católicos quanto seu filho e venerada no mesmo plano espiritual e religioso de Jesus Cristo, que, após ter ressuscitado e deixar o mundo terrestre em definitivo, deixou com sua mãe a responsabilidade de cuidar e de propagar seus ensinamentos.
Como já disse anteriormente, achei um bom livro policial, mas para meu gosto absoluto e insofismável, gostaria que os nomes dos personagens fossem outros, que não os nomes bíblicos, devendo o autor, ater-se, tão somente, ao tema, sem os objetivos mórbidos que o moveram, mas se assim o fizesse, acredito eu, correria o risco de não ter a mesma repercussão, e a fortuna de Dan Brown, com toda certeza, seria infinitamente menor do que é hoje!...
Os assuntos religiosos são considerados um tabu para a grande maioria das pessoas e por isso atraem a atenção e a curiosidade do mundo inteiro, e por serem bastante complexos, muitas vezes são tratados de maneira leviana e
irresponsável por um autor qualquer, como se fosse o décimo terceiro apóstolo de Cristo, prerrogando-se o direito de alterar o que está escrito há milênios.Como se pode notar, este é um assunto intocável para a humanidade e para os católicos então, nem se fala, que seguem a doutrina da Igreja, onde a fé está acima da razão - condição primordial para se chegar à salvação e ao Paraíso!
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